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Chimpanzés atacam crianças no Sul da Guiné-Bissau

 

Os chimpanzés da zona Sul da Guiné-Bissau estão a atacar, com frequência, os habitantes da região de Tombali. Nos inícios do mês de agosto, pelo menos quatro crianças residentes no setor de Empada, região de Tombali, foram vítimas de agressões físicas por parte de um grupo de chimpanzés, tendo estes animais arrancado alguns dos dedos das mãos e dos pés de uma das crianças vítimas.

Estes ataques sucessivos têm causado revolta junto da população, que decidiu contra-atacar, utilizando armas de fogo e outras. Este incidente preocupa o Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), que reagiu em conferência de imprensa pedindo uma melhor compreensão dos populares, no sentido de ponderarem melhor a sua reação, porque são espécies raras que merecem toda a proteção humana e não ao contrário.

A coordenadora de Espécies e Habitat do IBAP recomendou aos populares da zona sul no sentido de proibirem as crianças de ir ao mato sozinhas. Para Aissa Regalla de Barros, as crianças devem ser acompanhadas de adultos e têm de deixar de provocar os chimpanzés no seu habitat natural.

Regalla de Barros pediu ainda aos populares para que procedam à limpeza de zonas que envolvem as tabancas, estradas, hortas, campos de cultivo e caminhos, de modo a facilitar a visibilidade que pode levar a que os chimpanzés se deparem a pessoas de surpresa.

A Direção-Geral das Florestas e Fauna anotou que em 2016 houve, até aqui, cinco ataques de chimpanzés a crianças no setor de Empada com ferimentos graves, tendo as populações solicitado às autoridades competentes no sentido de tomar medidas necessárias a fim de pôr cobro a esses ataques.

“Se matarem os chimpanzés, enfrentarão problemas perante a nossa lei que os protege, assim como pela Convenção que a Guiné-Bissau assinou enquanto membro desta organização”, disse Braima Embaló, da Direção-Geral das Florestas e Fauna.

Os ataques dos chimpanzés ocorreram fora da área do Parque Natural de Canhanhés, pertencente ao IBAP e localizado no setor de Empada, em concreto na povoação de Iemberem.

Os técnicos do IBAP reconhecem que os chimpanzés têm um papel importante na proteção e manutenção das matas do Sul da Guiné-Bissau, pois funcionam como agentes de dispersão de sementes essenciais para a regeneração das florestas.

As causas dos ataques dos chimpanzés podem estar ligados com a exploração irracional dos frutos silvestres, o abate abusivo das árvores de madeira e o surgimento de novas povoações, factos que contribuem para a redução dos seus habitats.

 

Bacar Baldé

BIOGRAFIA DE BACAR BALDÉ

Bacar Baldephoto

Nascido a 4 de fevereiro de 1967. Participou na realização do filme “Mortu Nega” de longa-metragem do realizador guineense, Flora Gomes, foi militante da Juventude Africana Amílcar Cabral (JAAC) para em 1985 jurar a bandeira e transitar para as fileiras do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) – o partido libertador da Guiné-Bissau.. Fez o curso de superação político-ideológica na escola nacional do PAIGC em 1987 e foi jornalista-estagiário no jornal Nô Pintcha de 1988 a 1990. Contemplado com bolsa de UNESCO, fez os estudos universitários na Universidade Estatal de Voronej, na Federação da Rússia (ex-URSS), tendo em 1996 terminado o curso superior de jornalismo com a nota máximo e obtido o nível de “Mestre em Artes de Jornalismo”. Regressado ao país depois dos estudos universitários, Bacar Baldé foi de novo colocado no jornal Nô Pintcha tendo seguido a carreira jornalística e evoluído progressivamente. Desempenhou as funções de chefe de redação, diretor de informação e a partir de agosto de 2012 exerce o cargo de diretor-geral do jornal Nô Pintcha.

 

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